Daniel Cukier · Marília Lima
Textos escritos entre os 15 e os 20 anos por um garoto que não sabia que era autista, publicados trinta anos depois pelo homem que recebeu o diagnóstico aos 45 e descobriu uma maneira de sair da caixa.
Entre os 15 e os 20 anos, Daniel escreveu parábolas, ensaios, um conto sobre um espelho quebrado e uma carta de despedida. Tentava decifrar um mundo cujas regras pareciam mudar a cada conversa. Ao lugar mental onde se refugiava chamou de caixa de chumbo.
Os textos vão publicados como foram escritos, em três atos, com um prefácio do autor aos 47 anos e uma segunda parte, O olhar da psicologia, em que a psicóloga clínica Marília Lima os lê sem reduzi-los a diagnóstico.
O livro é a caixa. Quadrado, 13 por 13 centímetros, capa dura cinza e sem brilho: abrir o livro é abrir a caixa. Os textos do garoto ocupam 82 páginas em papel mais denso, o número atômico do chumbo; a última página numerada é a 207, a sua massa atômica. Ilustrações a grafite de Daniella.

Este livro tem som. Na abertura de cada ato há um código: leia-o com a câmera do celular e ouça, antes, durante ou depois da leitura.
Lançamento previsto para 2027, em Portugal e no Brasil.